Belém passou a ocupar o posto de capital brasileira mais cara para viver de aluguel, segundo o Índice FipeZAP, divulgado nesta quinta-feira (15). O levantamento analisou o preço médio de locação de apartamentos prontos em 36 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais.
No ranking geral, que considera capitais e cidades não capitais, Belém aparece como a segunda cidade mais cara do país, ficando atrás apenas de Barueri (SP). Quando o recorte é feito exclusivamente entre as capitais, a capital paraense lidera a lista, superando inclusive São Paulo, a maior metrópole do Brasil.
De acordo com o índice, Belém registra o metro quadrado mais caro entre as capitais, com valor médio de R$ 63,69/m². Em seguida aparecem São Paulo, com R$ 62,56/m², e Recife, com R$ 60,89/m².
O aumento nos preços já vinha sendo percebido por moradores antes mesmo da realização da COP 30, que impulsionou a procura por imóveis na cidade. Em alguns casos, inquilinos relataram a necessidade de deixar residências onde viviam há anos devido a reajustes elevados nos contratos, associados à expectativa de maior demanda por hospedagem durante o evento internacional. Após o início da COP, o valor de parte dos imóveis ofertados para o período chegou a cair cerca de 50% em plataformas de aluguel temporário.
Alta acima da inflação
O Índice FipeZAP acompanha os valores anunciados para locação residencial em plataformas digitais. Entre as capitais monitoradas, as maiores altas acumuladas no ano foram registradas em Teresina (21,81%), Belém (17,62%), Aracaju (16,73%) e Vitória (15,46%).
Ainda segundo o levantamento, os novos contratos de aluguel residencial ficaram, em média, 9,44% mais caros em 2025. O percentual representa mais que o dobro da inflação oficial do país, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que avançou 4,26% no período.
Com isso, a alta real dos aluguéis — já descontada a inflação — foi de 4,97%, reforçando o impacto do aumento no custo de vida, especialmente nos grandes centros urbanos.



