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Belém dispara em atratividade imobiliária no 3º trimestre, aponta IDI Brasil

Capital paraense sobe 23 posições no ranking de demanda imobiliária e se firma como novo polo do mercado residencial fora do eixo Sul-Sudeste, impulsionada pela preparação para a COP30.

Belém vem se consolidando como uma das cidades mais atrativas do país para investimentos imobiliários. De acordo com o Índice de Demanda Imobiliária (IDI) Brasil, a capital paraense registrou um dos maiores avanços do país no terceiro trimestre de 2025, subindo da 35ª para a 12ª posição no segmento de médio padrão. O estudo, elaborado pelo Ecossistema Sienge, CV CRM e Grupo Prospecta, em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), avaliou o desempenho de 79 cidades brasileiras em diferentes faixas de renda.

O crescimento expressivo ocorre poucos meses antes da COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas que será realizada em Belém, e reflete o aumento de investimentos públicos e privados na cidade. Segundo o presidente do Conselho Consultivo da CBIC, José Carlos Martins, a capital vive um momento de transformação.

“Belém tem atraído companhias internacionais e ampliado o mercado como um todo. A demanda por moradias vem crescendo e não deve se encerrar com a COP. A cidade tende a permanecer atrativa para o setor imobiliário”, destacou Martins.

No segmento de médio padrão — voltado para famílias com renda mensal entre R$ 12 mil e R$ 24 mil —, Belém registrou alta significativa na atratividade de lançamentos e dinâmica econômica. O presidente do Sinduscon-PA, Fabrizio Gonçalves, afirma que o setor vive um momento de retomada.

“Após a pandemia, o mercado em Belém passou por retração. Agora vivemos uma retomada consistente. Há empreendimentos com mais de 90% das unidades vendidas ainda na fundação. É um excelente momento para o mercado, e deve se manter aquecido mesmo após a COP30”, explicou.

Além de Belém, capitais do Nordeste como Fortaleza, Recife, Salvador e Natal também registraram avanços expressivos no ranking. No entanto, o destaque amazônico reforça o papel da capital paraense como novo vetor de crescimento imobiliário fora do eixo Sul-Sudeste — movimento impulsionado pela modernização urbana e pelo interesse de investidores em novos empreendimentos residenciais verticais.

A plataforma do IDI Brasil reúne dados reais de transações imobiliárias e permite acompanhar trimestralmente as mudanças de comportamento da população e o desempenho do setor em cada cidade.

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