Após denúncias de defeitos, Governo do Pará manda trocar respiradores em Juruti

Após pipocar denúncias sobre os respiradores defeituosos entregues pelo governo do Pará no último dia 23 de junho ao hospital 9 de Abril, em Juruti, oeste do Pará, o governo anunciou hoje que novos respiradores foram instalados no local.
A entrega dos cinco respiradores em Juruti no último dia 23 contou com a presença do governador Helder Barbalho. Mas logo surgiram denúncias sobre o não funcionando dos equipamentos. Um vereador do município chegou a fazer um vídeo sobre o assunto.
O governo do estado reagiu dizendo que a denúncia não procedia. Em nota na Agência Pará foi informado que os equipamentos estariam funcionando normalmente e colocou a culpa nos profissionais locais que tiveram dificuldades para instalar os respiradores.

A nota acima foi publicada no dia 25 de junho. No dia 26, apenas um dia depois de publicar a nota na Agência Pará, a versão do governo do Pará mudou. Em nota ao G1/Santarém, o governo disse que os problemas nos respiradores estariam sendo ocasionados pelo mal funcionamento da rede elétrica do hospital 9 de abril.
Foi quando o governo admitiu a necessidade de trocar os respiradores enviados no último dia 23 de junho.
CASO LEMBRA OS RESPIRADORES CHINESES
O que aconteceu com os respiradores de Juruti lembra o episódio dos respiradores chineses imprestáveis comprados pelo governo do Pará no início de maio.
As denúncias sobre o não funcionamento dos equipamentos foram ganhando as redes sociais. Da mesma forma como em Juruti, o governo do estado disse que era mentira e chegou afirmar que não passava de “fake news”. Um vídeo com um suposto respirador funcionando no hospital Abelardo Santos foi publicado nas redes sociais da Secretaria Estadual de Saúde (SESPA). Depois que a repercussão chegou a grande mídia nacional, o vídeo foi apagado.
Sem saída, o governo do estado lançou nota admitindo que os 154 respiradores adquiridos da China não funcionavam.
No auge da pandemia, o caso gerou indignação e revolta. Além do não funcionamento dos respiradores, as denúncias de superfaturamento e favorecimento para a SKN do Brasil levaram a abertura de um inquérito pela Polícia Federal, o que culminou com a operação PARA BELLUM, que realizou busca e apreensões nas residências de Helder Barbalho, de Alberto Beltrame, Peter Cassol; e nas secretarias da Saúde, Finanças e Casa Civil.



