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Apenas 3,61% do esgoto produzido em Belém é tratado, diz pesquisa

Cerca de 33,2 milhões de brasileiros não possuem acesso à água tratada, e 94,1 milhões carecem de tratamento de esgoto no Brasil, segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), do Ministério do Desenvolvimento Regional. O cenário na Amazônia é o que mais chama a atenção, por reunir quase metade das 20 piores cidades listadas pelo relatório do Instituto Trata Brasil. Lançado no dia 22 de março deste ano, o estudo analisou dados sobre o saneamento básico de 100 municípios com mais de 100 mil habitantes e listou as cidades amazônicas de  Macapá (AP), Porto Velho (RO), Santarém (PA), Rio Branco (AC), Belém (PA), Ananindeua (PA), como as seis piores colocações consecutivas do ranking dos piores indicadores de saneamento básico do Brasil.

Entre as metrópoles brasileiras, Belém tem as piores condições de saneamento. De acordo com o estudo, apenas 17,14% do esgoto produzido na capital paraense é coletado de forma adequada, além dessa baixa cobertura, para piorar a questão sanitária na cidade, somente 3,61% do esgoto coletado é tratado de forma adequado antes de retornar para o meio ambiente.

Os dados de saneamento básico extremamente precários na capital paraense são facilmente constatados no cotidiano dos seus moradores: alagamentos, canais poluídos, coleta de lixo precária, valões a céu aberto nas sarjetas dos logradouros públicos, rede de drenagem pluvial que recebe, irregularmente, esgoto das residências, entre outros.

Nesta semana, por exemplo, várias praias dos distritos de Belém foram reprovadas no teste de balneabilidade, entre elas a Praia Grande, em Outeiro.

LEIA MAIS: Obra da prefeitura de Belém pode ser a culpada por contaminação da Praia Grande, em Outeiro

Se a situação das áreas mais centrais já bem precária, imagina então em distritos como Outeiro onde a cobertura de pavimentação é baixíssima e onde inexiste coleta e tratamento do esgoto domiciliar?

Além da obras da prefeitura, em Outeiro dois igarapés que deságuam nas praias mais movimentadas do distrito dão sinais que estão virando um grande esgoto a céu aberto. Um deles, bem na divisa das praias Grande e do Amor, corta uma grande comunidade de palafitas que joga todo o esgoto direto no córrego.

Já na praia do Amor, próximo do Bar Preamar, outro igarapé também vem sofrendo com a crescente ocupação de suas margens no bairro Água Boa.

Em Belém, saneamento básico nunca foi levado a sério. E antes de qualquer “carteirada”, muito mais importante que conseguir um CREA, parece que os engenheiros paraenses não aprenderam a projetar sistemas de drenagem e de coleta e tratamento de esgoto adequados. Projetar rede de drenagem para receber esgoto deveria render reprovação de forma automática.

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