A Prefeitura de Ananindeua confirmou o registro de três mortes associadas à Doença de Chagas, além da notificação de 37 casos no município. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (22), sem detalhamento oficial sobre o ano em que os óbitos ocorreram.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), as pessoas que morreram haviam consumido açaí no mês de dezembro. Entre os casos confirmados está o de Ronald Maia da Silva, de 26 anos, que morreu no fim de dezembro após atendimento em unidades de saúde de Ananindeua e Belém.
Em nota, a prefeitura informou que mantém o monitoramento epidemiológico dos casos e que segue os protocolos do Ministério da Saúde para identificação, acompanhamento e tratamento dos pacientes diagnosticados com a doença.
Além do acompanhamento clínico, o município informou que intensificou ações de fiscalização e orientação por meio da Vigilância em Saúde. As medidas envolvem a Vigilância Sanitária, a Vigilância Ambiental, a Casa do Açaí, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema) e a Polícia Municipal. As ações são direcionadas a batedores e vendedores de açaí, com foco em higiene, manipulação e armazenamento do produto.
Dados do estado
A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) informou que, em 2025, foram registrados 466 casos e oito mortes por Doença de Chagas Aguda no estado. Em 2026, até o momento, foram confirmados três casos e um óbito no Pará.
A Sespa destacou que os registros oficiais dependem da notificação feita pelos municípios no sistema de vigilância e que casos em investigação não entram nos números consolidados. A secretaria também informou que realiza reuniões técnicas para reforçar as ações de investigação epidemiológica e prevenção da doença.
A orientação do órgão estadual é que pessoas com sintomas procurem uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação e encaminhamento, conforme os protocolos do Ministério da Saúde.
Caso em investigação
O óbito de Ronald Maia da Silva segue sob apuração da Secretaria Municipal de Saúde de Ananindeua. Segundo familiares, ele apresentou sintomas no início de dezembro e buscou atendimento em diferentes unidades antes da confirmação do diagnóstico.
Como medida preventiva, pontos de venda de açaí foram interditados no município enquanto as investigações continuam.
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