‘Agredida por monstro que se julga dono da lei’, diz Conselho de Mulheres sobre violência em barco

O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Breves publicou, nesta quinta-feira (17), uma nota de repúdio após uma mulher ser agredida por policiais civis em uma embarcação no Pará. A entidade anunciou que irá tomar “medidas urgentes e necessárias junto aos órgãos competentes diante de tamanha covardia à uma mulher humilde e doente que, com muita dificuldade, faz seu tratamento em Belém”.
O comunicado destaca ainda a violência sofrida pela vítima, que foi alvo de agressões e violências por parte de três policiais civis, durante uma viagem em uma embarcação que faz a linha Portel/Belém. “(…) nesse caso específico, a vítima foi discriminada por uma policial militar e agredida por um monstro que se julga dono da lei. Este órgão sempre defendeu os direitos da violência contra a mulher marajoara e agora mais do que nunca irá se calar diante de tanta indignação”, continuou a conselho, que classificou a situação como “um ato covarde por parte daqueles que se acham diferentes” e cujos “papeis são de defender a sociedade e não banalizar uma profissão digna daqueles que realmente são bons e otimos profissionais”.


Policiais civis apontados como os envolvidos na agressão contra mulher em embarcação no Pará (Reprodução)
O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Breves publicou, nesta quinta-feira (17), uma nota de repúdio após uma mulher ser agredida por policiais civis em uma embarcação no Pará. A entidade anunciou que irá tomar “medidas urgentes e necessárias junto aos órgãos competentes diante de tamanha covardia à uma mulher humilde e doente que, com muita dificuldade, faz seu tratamento em Belém”.
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O comunicado destaca ainda a violência sofrida pela vítima, que foi alvo de agressões e violências por parte de três policiais civis, durante uma viagem em uma embarcação que faz a linha Portel/Belém. “(…) nesse caso específico, a vítima foi discriminada por uma policial militar e agredida por um monstro que se julga dono da lei. Este órgão sempre defendeu os direitos da violência contra a mulher marajoara e agora mais do que nunca irá se calar diante de tanta indignação”, continuou a conselho, que classificou a situação como “um ato covarde por parte daqueles que se acham diferentes” e cujos “papeis são de defender a sociedade e não banalizar uma profissão digna daqueles que realmente são bons e otimos profissionais”.
De arma em punho, policial manda mulher se retirar: tapas e puxão de cabelo (reprodução)
O caso
Vídeos que ganharam as redes sociais mostram o momento em que uma mulher é agredido por um policial civil, de prenome Anderson, e coagida por outro, identificado apenas como Rodrigo, em uma embarcação nesta quarta-feira (16). Segundo testemunhas, a agressão ocorreu durante uma discussão iniciada no momento em que a embarcação atracou no porto do município de Breves.
A vítima é uma mulher que seria paciente do Tratamento Fora do Domicílio (TFD) e teria vindo à capital para uma consulta. A confusão teria tido início quando a vítima havia atado uma rede para descansar. Uma outra passageira, também policial civil, que estava do lado dela, iniciou uma discussão por conta da falta de espaço, e as duas partiram para as agressões.
Ainda segundo testemunhas, a policial que se envolveu na briga disse que não queria a senhora perto dela e chamou os outros dois policiais para que retirassem a mulher do barco. Em seguida, Anderson começa a gritar com a mulher, dizendo para ela pegar suas malas e deixar a embarcação.
Logo depois, ele parte para cima da vítima e é possível vê-lo dando um tapa em seu rosto. As agressões continuam, com socos, empurrões e até puxão de cabelo. A mulher implora, aos prantos, para que Anderson pare. “Não faz isso, por favor, eu não fiz nada. Eu não roubei, não agredi ninguém”, diz a vítima, que em seguida é retirada do local pelos policiais. Outro policial, Rodrigo, também é visto nas imagens empurrando a mulher com uma arma em punho.
Momento em que mulher é puxada pelos cabelos na embarcação (reprodução)
Fonte O Liberal.



