Uma estrutura industrial de grande porte instalada em Belém está novamente no mercado. A North Star, refinaria de ouro localizada na Rodovia Artur Bernardes, no Tapanã, está sendo oferecida por US$ 15 milhões.
Projetada como a primeira refinaria de metais preciosos da região Norte, a unidade foi construída com o objetivo de verticalizar parte da cadeia produtiva do ouro no Pará, permitindo que o minério extraído na região fosse beneficiado localmente, em vez de seguir para outros centros de refino.
A estrutura foi projetada para uma capacidade inicial de 24 toneladas de ouro por ano, podendo chegar a 48 toneladas em sua capacidade plena. Documentos do Governo do Pará apontavam que essa capacidade poderia representar mais de 50% da produção nacional de ouro.
O empreendimento também foi apresentado como uma oportunidade de transformar Belém em um polo de metais preciosos. Estudos e materiais divulgados à época destacavam a geração de empregos, a contratação de serviços e fornecedores e a agregação de valor ao ouro antes de sua comercialização. A previsão divulgada pela empresa era de pelo menos 50 empregos diretos durante a operação.
Outro impacto potencial estaria na própria cadeia econômica. Ao realizar o refino em Belém, parte dos serviços, insumos, logística e atividades relacionadas ao processamento do metal poderia permanecer na região. A proposta também buscava aproximar a indústria de refino das mineradoras que atuam no Pará e em outros estados da Amazônia.
Por isso, o empreendimento chegou a ser tratado pelo poder público como uma iniciativa de verticalização da produção mineral do Estado. A North Star também anunciou mecanismos de rastreabilidade do ouro, incluindo tecnologia blockchain e um sistema próprio de certificação da origem do metal.
Apesar de todo esse planejamento, a refinaria não consolidou a operação comercial prevista. Agora, toda a estrutura aparece colocada à venda por US$ 15 milhões.
O valor chama atenção principalmente pelo tamanho do investimento e pela capacidade industrial instalada. A direção da empresa havia informado anteriormente investimentos de aproximadamente R$ 55 milhões na construção da unidade de três andares localizada entre a Baía do Guajará e a Rodovia Artur Bernardes.
A eventual retomada da atividade por um novo proprietário poderia recolocar em discussão um projeto que, se efetivamente operado, teria potencial para gerar empregos, movimentar fornecedores e serviços e ampliar a agregação de valor à cadeia do ouro dentro de Belém.



