Belém registra deflação de 0,74% em agosto; veja o que ficou mais barato
Prévia da inflação ficou abaixo da média nacional de -0,40%, com recuos em alimentos, transporte e habitação

A Região Metropolitana de Belém registrou deflação de 0,74% em agosto, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (26). O resultado significa que, na média, os preços dos produtos e serviços pesquisados recuaram no período analisado.
O desempenho da capital paraense ficou melhor que o resultado nacional, que registrou queda de 0,40% no mesmo período. Belém teve a segunda maior deflação entre as 11 áreas pesquisadas pelo IBGE, atrás apenas de Curitiba, que apresentou recuo de 0,82%.
Entre os itens que contribuíram para o alívio no bolso estão alimentos consumidos em casa. No resultado nacional, o grupo Alimentação e Bebidas caiu 0,57%, puxado principalmente por tomate (-27,38%), batata-inglesa (-25,14%), cenoura (-17,05%) e café moído (-2,31%). Por outro lado, o leite longa vida subiu 3,41% e as frutas tiveram alta de 3,11%.
Nos transportes, a queda também foi expressiva. O grupo recuou 1% no país, influenciado principalmente pela redução de 13,30% nas passagens aéreas e de 1,43% nos combustíveis. O etanol caiu 3,63%, a gasolina teve baixa de 1,23% e o óleo diesel recuou 0,71%.
A habitação foi outro destaque na divulgação do IBGE. O grupo teve queda de 1,41% no resultado nacional, com impacto principalmente da energia elétrica residencial, que ficou 6,25% mais barata em agosto. A redução foi influenciada pela incorporação do Bônus de Itaipu nas contas de luz.
Apesar da deflação, o resultado não significa que todos os produtos ficaram mais baratos. A inflação é calculada a partir de uma cesta de bens e serviços e, por isso, diferentes famílias podem sentir efeitos distintos no orçamento. O próprio levantamento mostra que alguns itens continuaram subindo, como alimentação fora de casa, leite e frutas.
O IPCA-15 considera os preços coletados entre 16 de julho e 14 de agosto e funciona como uma prévia do índice oficial de inflação. O indicador acompanha famílias com renda de um a 40 salários mínimos e inclui a Região Metropolitana de Belém entre as áreas pesquisadas.



