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Caso Master: PF convoca dono de agência para depor em investigação sobre ataques de influenciadores ao Banco Central

Polícia Federal apura contratação de influenciadores digitais para defender o Banco Master e criticar decisões do BC

A Polícia Federal intimou o empresário Thiago Miranda, proprietário da agência Mithi, para prestar depoimento em investigação que apura a contratação de influenciadores digitais para publicar conteúdos contra o Banco Central e em defesa do Banco Master nas redes sociais.

O depoimento está marcado para esta terça-feira (12), em Brasília, e faz parte de um dos inquéritos ligados ao caso envolvendo o Banco Master. A investigação busca identificar quem participou da estratégia digital e como ocorreu a contratação de perfis para divulgação dos conteúdos.

Segundo informações apuradas pela investigação, a PF considera que Thiago Miranda pode fornecer detalhes sobre o chamado “Projeto DV”, referência às iniciais de Daniel Vorcaro, ligado ao banco investigado.

PF investiga pagamentos e atuação de influenciadores

De acordo com as apurações, a Polícia Federal tenta esclarecer quais influenciadores participaram da campanha, os valores pagos e a estrutura utilizada para impulsionar publicações nas redes sociais.

Investigadores afirmam que Thiago Miranda deverá apresentar informações sobre a relação da agência com Daniel Vorcaro e explicar como funcionava a estratégia de comunicação digital.

A PF já ouviu influenciadores que receberam propostas para participar das publicações. Entre eles está o vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim, no Rio Grande do Sul, que possui cerca de 2 milhões de seguidores no Instagram.

Em depoimento prestado em fevereiro, ele afirmou que foi procurado por representantes de uma agência com proposta de atuação em ações relacionadas à gestão de crise e reputação.

Conteúdos criticavam o Banco Central

A investigação aponta que, entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, dezenas de perfis publicaram mensagens com conteúdos semelhantes envolvendo o Banco Master e o Banco Central.

Segundo a PF, as publicações defendiam que uma possível liquidação do banco prejudicaria clientes e questionavam a atuação do BC no caso. Os investigadores identificaram pelo menos 40 perfis que podem ter participado da estratégia digital.

Os conteúdos foram publicados por páginas de diferentes segmentos, incluindo entretenimento, celebridades e finanças.

Inquérito entra em fase final

O inquérito foi aberto no fim de janeiro e agora avança para uma etapa considerada decisiva pela Polícia Federal. Após os depoimentos de influenciadores e responsáveis pelas agências, os investigadores trabalham na conclusão das apurações sobre o caso envolvendo o Banco Master e a atuação nas redes sociais.

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