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Concessionária renova contrato no Pará e prevê investir R$ 12,2 bilhões até 2030

O governo federal oficializou a renovação antecipada dos contratos de concessão de energia elétrica em diversos estados brasileiros, incluindo o Pará. Com o novo acordo, a Equatorial Energia, responsável pelo fornecimento no território paraense, terá que investir R$ 12,2 bilhões em infraestrutura, modernização da rede e melhoria do atendimento até 2030.

Os contratos antigos, assinados ainda no fim da década de 1990, vinham sendo alvo de críticas devido às exigências consideradas insuficientes em relação à qualidade do serviço prestado aos consumidores.

Agora, as distribuidoras passam a seguir um conjunto de 17 diretrizes estabelecidas pelo governo federal por meio do Decreto 12.068/2024, que endurece regras para renovação das concessões.

Entre as mudanças previstas estão:

  • inclusão da satisfação do consumidor como indicador de desempenho;
  • metas obrigatórias de melhoria contínua no fornecimento;
  • prazos mais rigorosos para recomposição da energia após eventos climáticos extremos;
  • maior fiscalização sobre investimentos;
  • digitalização das redes elétricas;
  • melhoria do atendimento em áreas rurais;
  • fortalecimento da infraestrutura para agricultura familiar;
  • controle sobre compartilhamento de postes entre empresas de energia e telecomunicações.

Uma das principais mudanças anunciadas pelo Ministério de Minas e Energia é a alteração na forma de medir a qualidade do serviço. Antes, os indicadores eram calculados considerando toda a área de concessão. Agora, a análise será feita por bairros.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a medida busca reduzir desigualdades históricas no acesso à energia de qualidade.

“Os bairros mais pobres terão o mesmo padrão de qualidade que os bairros mais ricos”, afirmou o ministro ao anunciar os novos contratos.

O governo federal estima que os investimentos previstos em todos os estados somem cerca de R$ 130 bilhões até 2030, com potencial de gerar aproximadamente 100 mil empregos diretos e indiretos em todo o país.

Além do Pará, tiveram contratos renovados distribuidoras que atuam no Maranhão, Bahia, Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e outros estados.

A Enel ficou fora da renovação automática devido aos sucessivos problemas de fornecimento e apagões registrados principalmente na Região Metropolitana de São Paulo. A empresa enfrenta atualmente um processo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que pode resultar na perda da concessão.

O decreto também amplia o alcance do programa Luz para Todos, que deverá beneficiar mais de 233 mil novas famílias em áreas rurais e ribeirinhas do Brasil.

A proposta é permitir maior capacidade energética nessas regiões, possibilitando o uso de equipamentos agrícolas, refrigeração, produção rural e outras atividades econômicas que dependem de maior carga elétrica.

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