A situação da BR-158 no sul do Pará tem gerado críticas de produtores rurais e transportadores, que apontam precariedade em diversos trechos da rodovia federal. Considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola do sul paraense e do Mato Grosso, a estrada apresenta crateras, perda de pavimento e segmentos com tráfego comprometido, especialmente durante o período chuvoso na Amazônia.
Com o início da colheita da safra de grãos, caminhoneiros relatam dificuldades para transitar em alguns pontos, onde o asfalto praticamente desapareceu. Em trechos mais críticos, veículos pesados enfrentam lentidão, risco de atolamento e aumento no tempo de viagem, o que impacta custos logísticos e prazos de entrega.
Rodovia estratégica para o agronegócio
A BR-158 é uma das mais extensas rodovias federais do país, com cerca de 3.946 quilômetros de extensão. A estrada liga Redenção (PA) a Santana do Livramento (RS), cruzando áreas produtivas do Centro-Oeste, Norte e Sul do Brasil, sem passar por capitais estaduais.
No Pará e no Mato Grosso, a rodovia é fundamental para o transporte de grãos, especialmente soja e milho, além de atender à pecuária e à movimentação de minérios. No Mato Grosso — principal produtor de grãos do país — a BR-158 integra rotas logísticas que conectam áreas de produção aos portos do Arco Norte, ampliando a competitividade das exportações.
Impacto no custo e na competitividade
Apesar da relevância econômica, a rodovia enfrenta problemas históricos de infraestrutura. Há trechos ainda não pavimentados e outros com pavimento deteriorado, o que eleva o custo do frete, aumenta o consumo de combustível e amplia o desgaste dos veículos.
Durante o período chuvoso, a situação tende a se agravar, com formação de lama e erosões que reduzem a trafegabilidade. Especialistas apontam que gargalos logísticos em rodovias estratégicas podem comprometer o ritmo de escoamento da produção e gerar reflexos em toda a cadeia produtiva.
Cobrança por investimentos
Produtores e representantes do setor cobram maior atenção do governo federal para manutenção e recuperação da via. A melhoria da BR-158 é vista como essencial para garantir segurança viária, reduzir custos logísticos e assegurar competitividade ao agronegócio da região.
Até o momento, não houve divulgação de um cronograma detalhado de obras emergenciais para os trechos mais críticos no Pará.
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