A Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa) divulgou nota pública de repúdio aos atos de violência e invasão registrados contra a Cargill em Santarém (PA) e em São Paulo (SP).
O posicionamento foi assinado pelo Fórum das Entidades Empresariais do Pará e manifesta “veemente repúdio” às ações ocorridas na noite de 20 de fevereiro e na madrugada de 21 de fevereiro de 2026.
Segundo o documento, os episódios resultaram na invasão, depredação e ocupação irregular do Terminal Portuário de Santarém, além de ataques ao escritório central da empresa na capital paulista. A nota também menciona vandalismo, destruição de equipamentos, danos às estruturas operacionais, ameaças a trabalhadores e restrição de liberdade por horas.
Críticas à forma de manifestação
No texto, as entidades destacam que, embora respeitem o direito constitucional de livre manifestação, não consideram legítimas ações que envolvam ocupação irregular, interrupção de atividades econômicas, agressões ou danos ao patrimônio público e privado.
A nota ressalta ainda que as reivindicações apresentadas pelos manifestantes tratam de matérias de competência do Governo Federal, não cabendo à empresa privada deliberar sobre tais temas.
Pedido de providências
O Fórum solicita às autoridades competentes a adoção de medidas para:
- Restabelecer a posse e o funcionamento seguro do Terminal Portuário de Santarém;
- Garantir a segurança e a integridade dos trabalhadores;
- Assegurar a realização de perícias, investigações e responsabilização dos envolvidos;
- Proteger o patrimônio público e privado contra novos danos.
O documento reafirma o compromisso das entidades com o Estado de Direito, a livre iniciativa e o diálogo institucional como caminho para a construção de soluções.
A nota é datada de Belém, 21 de fevereiro de 2026, e reúne assinaturas de diversas entidades representativas do setor produtivo paraense.
VEJA A NOTA:




