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Cidade do interior do Pará enfrenta crise após paralisação de empresa de dendê

Fechamento da extratora da Mejer Agroflorestal em Bonito afeta empregos, produtores rurais e o comércio local; trabalhadores relatam atrasos salariais e incerteza sobre retomada

A paralisação das atividades da empresa Mejer Agroflorestal, no município de Bonito, no nordeste do Pará, tem provocado uma crise econômica e social na cidade. Com a extratora de dendê fora de operação, toneladas de frutos permanecem acumuladas no pátio da unidade sem processamento, enquanto trabalhadores aguardam definições sobre o futuro da planta industrial.

A interrupção impacta diretamente toda a cadeia produtiva do dendê. Fornecedores, produtores rurais, transportadores, prestadores de serviço e comerciantes já sentem a redução na circulação de renda no município. Segundo relatos de moradores, o movimento no comércio local caiu nas últimas semanas, refletindo a dependência da economia da cidade em relação à atividade da empresa.

Internamente, a Mejer Agroflorestal vive um impasse sobre os próximos passos. Parte dos sócios defende a venda dos ativos e o encerramento definitivo das operações, enquanto outro grupo aposta na reestruturação financeira e na reabertura da unidade como alternativa para preservar a produção e os empregos.

A situação também é discutida no âmbito do Judiciário, em busca de soluções para reorganização administrativa e financeira. Paralelamente, cresce a pressão de funcionários e fornecedores, que dependem da retomada das atividades para garantir renda e estabilidade.

Pendências trabalhistas

Além dos impactos econômicos, a paralisação está associada a questões trabalhistas. Há registros de atrasos salariais e dificuldades no cumprimento de obrigações legais, o que agravou o cenário. A empresa já foi alvo de ações na Justiça do Trabalho, algumas acompanhadas pelo Ministério Público do Trabalho.

Diante da crise, lideranças comunitárias cobram maior participação do poder público na mediação do conflito, na tentativa de evitar o fechamento definitivo da extratora. Para trabalhadores e moradores, a continuidade das operações é considerada essencial para a manutenção dos empregos e da economia local.

Até o momento, não há prazo oficial para a retomada das atividades.

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