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Navio MS Artania cancela escala em Belém após aumento de custos operacionais

Mudança no local de atracagem elevou despesas da operação e inviabilizou parada do cruzeiro; setor turístico aponta prejuízos econômicos e impactos na imagem da capital

A escala do navio de cruzeiro MS Artania em Belém, prevista para o próximo dia 12 de fevereiro, foi cancelada após mudanças nas condições de atracagem que elevaram significativamente os custos operacionais da parada na capital paraense. A decisão retirou a cidade do roteiro da embarcação e gerou impactos imediatos no setor turístico local.

De acordo com operadores do segmento, a alteração exigida no local de atracagem encareceu a logística do navio, o que tornou a escala financeiramente inviável para a armadora responsável pelo cruzeiro.

A Amazon Star Turismo, empresa que faria o receptivo dos turistas estrangeiros em Belém, informou que já havia confirmado toda a operação local quando recebeu o comunicado de cancelamento. A agência seria responsável pelo atendimento aos passageiros, organização de passeios e apoio logístico durante a permanência do navio na cidade.

Impactos econômicos

O cancelamento afetou diretamente uma cadeia de serviços que inclui guias de turismo, transportadoras, restaurantes, bares, artesãos, comerciantes, além de comunidades ribeirinhas e piloteiros que atuam em passeios fluviais.

Segundo representantes do setor, parte dessas empresas já havia realizado investimentos antecipados em contratação de pessoal, reservas de veículos, compra de insumos e preparação de infraestrutura, o que resultou em prejuízos financeiros com a suspensão da operação.

Reflexos no turismo

Além das perdas imediatas, profissionais da área avaliam que a exclusão de Belém do itinerário do navio pode comprometer a visibilidade da cidade no circuito internacional de cruzeiros marítimos.

Para operadores, mudanças de última hora em condições previamente acordadas geram insegurança para armadoras e dificultam futuras negociações para novas escalas, afetando a credibilidade institucional do destino.

Até o momento, não houve posicionamento oficial divulgado por autoridades portuárias ou órgãos públicos responsáveis sobre as circunstâncias da alteração na atracagem.

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