Entrou em vigor nesta segunda-feira (2) uma atualização nas regras de segurança do Pix que altera de forma significativa a forma como são tratados casos de fraude, golpe ou coerção. A nova diretriz, definida pelo Banco Central, torna mais ágil o bloqueio de valores suspeitos e reduz o tempo necessário para a devolução do dinheiro às vítimas.
Com o novo modelo, a estimativa é de que os recursos sejam restituídos em cerca de 11 dias após a contestação, prazo considerado bem menor do que o adotado anteriormente, quando o processo era visto como lento e pouco eficiente.
A principal ferramenta envolvida nessa mudança é o Mecanismo Especial de Devolução (MED), criado para permitir o rastreamento rápido de transferências irregulares. A atualização mais relevante é o bloqueio automático das contas denunciadas por fraude. Antes, o congelamento dos valores só ocorria após uma análise inicial; agora, o bloqueio é imediato, enquanto a apuração acontece na sequência.
Segundo o Banco Central, a medida dificulta a dispersão do dinheiro entre várias contas, estratégia comum utilizada por grupos criminosos para dificultar o rastreamento dos recursos. Com o uso de tecnologias mais avançadas, o caminho percorrido pelo valor transferido passa a ser acompanhado quase em tempo real.
Outro avanço está na integração entre bancos, fintechs e órgãos responsáveis pela segurança financeira. A comunicação entre as instituições ocorre de forma mais rápida, o que amplia a capacidade de resposta diante de transações suspeitas e fortalece o sistema de prevenção a golpes.
A expectativa do setor financeiro é que as novas regras reduzam significativamente o sucesso de fraudes envolvendo o Pix, com projeção de queda de até 40% nos casos. Além disso, instituições financeiras deverão adotar critérios ainda mais rigorosos para identificar comportamentos atípicos e interromper operações com indícios de irregularidade, aumentando a segurança para os usuários do sistema.
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