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Defensora dos direitos humanos irmã Marie Henriqueta morre em acidente na BR-230, na Paraíba

Ativista atuava no combate ao tráfico de pessoas e à exploração sexual no Marajó; acidente ocorreu na rodovia Transamazônica

A defensora dos direitos humanos irmã Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante morreu neste sábado (10) após um acidente de trânsito na BR-230, conhecida como Transamazônica, no estado da Paraíba. A informação foi confirmada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). A religiosa viajava de Campina Grande com destino a João Pessoa quando o veículo em que estava capotou no km 135,8 da rodovia.

De acordo com a PRF, além de irmã Henriqueta, outras três pessoas ocupavam o carro. Os sobreviventes foram socorridos com ferimentos graves e encaminhados ao Hospital de Trauma de Campina Grande. As causas do acidente serão apuradas.

Irmã Henriqueta presidia o Instituto de Direitos Humanos Dom José Luis Azcona, organização que leva o nome do bispo emérito do Marajó, falecido em 2024. A entidade atua na defesa de crianças, adolescentes e populações vulneráveis, especialmente no enfrentamento ao tráfico de pessoas e à exploração sexual infantojuvenil no arquipélago do Marajó, no Pará.

Em novembro de 2025, a ativista foi homenageada na edição especial Amazônia do prêmio “Mulheres Inspiradoras do Ano”. Em nota, o Instituto Dom Azcona lamentou a morte e informou que o corpo será trasladado para Belém, onde ocorrerá o velório. Em seguida, o sepultamento deve ser realizado no município de Soure, no Marajó. Até a noite deste sábado, os horários das cerimônias não haviam sido divulgados.

Atuando na defesa dos direitos humanos desde 2009, irmã Henriqueta integrou programas de proteção a defensores devido a ameaças recebidas ao longo de sua trajetória. Ela também foi membro da Comissão de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que em diversas ocasiões manifestou apoio ao trabalho desenvolvido pela religiosa.

A atuação da defensora também inspirou produções culturais. No filme Manas, lançado em 2025, a personagem de uma delegada interpretada por Dira Paes foi baseada em sua trajetória. A atriz manifestou pesar pela morte da ativista por meio das redes sociais.

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