O Pará aparece em posição de destaque no cenário da saúde pública brasileira ao emplacar sete hospitais entre os 100 melhores hospitais públicos do Brasil, segundo levantamento inédito realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a OPAS/OMS, o Instituto Ética Saúde, o Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
A pesquisa servirá de base para a escolha do Top 10 nacional, que será anunciado em maio durante o Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, iniciativa conjunta das cinco entidades.
Hospitais do Pará na lista
As unidades paraenses selecionadas refletem a diversidade regional e a capilaridade da rede pública de saúde no estado. Os hospitais listados são:
- Hospital Jean Bitar
- Hospital Oncológico Infantil Octavio Lobo
- Hospital Regional Público Dr. Abelardo Santos
- Santa Casa de Misericórdia do Pará
- Hospital Municipal de Santarém
- Hospital Regional do Baixo Amazonas Dr. Waldemar Penna
- Hospital Regional Público do Marajó, em Breves
Com esse desempenho, o Pará figura entre os estados com maior número de unidades reconhecidas nacionalmente, superando diversas unidades da federação em representatividade no ranking.
Reconhecimento nacional
Além do Pará, a lista contempla hospitais de todas as regiões do país, com destaque para Goiás (10% do total), Santa Catarina (7%), Pernambuco (6%), Rio de Janeiro (6%) e Paraná (5%). Estados como Amazonas, Bahia, Maranhão, Ceará, Minas Gerais e Rio Grande do Sul também aparecem na relação.
Para o médico sanitarista Renilson Rehem, idealizador do projeto e ex-presidente do Ibross, o resultado demonstra a força do SUS em diferentes regiões do Brasil.
“Essa relação dos 100 melhores hospitais se mostrou representativa de todas as regiões brasileiras, e isso demonstra que o país possui centros de excelência hospitalar do SUS espalhados pelo território nacional”, afirmou.
Critérios da seleção
A lista considera exclusivamente hospitais públicos — federais, estaduais ou municipais — com atendimento 100% pelo SUS, sem qualquer tipo de convênio com operadoras privadas. Foram incluídos hospitais gerais (adultos e pediátricos) e unidades especializadas em áreas como ortopedia, oncologia, cardiologia e maternidade, todas com mais de 50 leitos.
A avaliação levou em conta dados registrados no Sistema de Informações Hospitalares (SIH) do Ministério da Saúde, no período entre agosto de 2024 e julho de 2025. Hospitais psiquiátricos e de longa permanência ficaram fora da análise.
Entre os critérios aplicados estão acreditação hospitalar, taxa de ocupação, mortalidade, disponibilidade de leitos de UTI, tempo médio de internação e indicadores de eficiência.
Próxima etapa
A partir de agora, os 100 hospitais indicados passarão por um novo processo de ranqueamento, que incluirá pesquisa independente de satisfação dos pacientes, análise de compliance, nível de acreditação e avaliação da eficiência na utilização dos recursos financeiros.
“O objetivo da premiação é reconhecer e divulgar as melhores práticas de gestão e assistência à saúde na rede pública hospitalar, além de estimular a melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados à população”, concluiu Renilson Rehem.



