O vice-primeiro-ministro da China, Ding Xuexiang, afirmou que o país pretende ampliar a cooperação internacional para fortalecer ações de desenvolvimento verde e de baixo carbono. A declaração foi feita durante a Cúpula dos Líderes da COP30, realizada em Belém, onde o representante chinês participou da abertura da conferência e se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em seu discurso, Ding destacou que as nações desenvolvidas precisam cumprir seus compromissos climáticos, liderar na redução das emissões e oferecer apoio técnico e financeiro aos países em desenvolvimento. O representante informou que a China já alcançou antecipadamente diversas metas estabelecidas para 2030, relacionadas à energia solar, eólica e reflorestamento.
Segundo dados do Monitor Global de Energia, divulgados em julho, o país asiático possui 1,4 terawatt (TW) de capacidade combinada em energia solar e eólica, sendo 357 gigawatts (GW) adicionados à rede apenas em 2024 — o equivalente a cerca de 26% da geração total.
Cooperação entre Brasil e China
Durante um almoço temático sobre o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), promovido pelo governo brasileiro, Lula elogiou os avanços chineses na transição energética e afirmou que o país asiático “tem estabelecido um exemplo para o mundo”.
O encontro também reforçou o alinhamento entre Brasil e China em defesa do multilateralismo nas negociações climáticas e na busca por soluções pacíficas para disputas regionais. Ding ressaltou que o 20º Comitê Central do Partido Comunista Chinês definiu um novo plano estratégico para manter o crescimento econômico aliado à sustentabilidade ambiental e ampliar a abertura comercial do país.
Encontro com a ONU
Em Belém, Ding também se reuniu com o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), António Guterres. Na conversa, reafirmou que a China continuará apoiando o papel central da ONU na governança global e manterá compromisso com o multilateralismo em políticas climáticas e de desenvolvimento sustentável.
A presença chinesa na COP30 reforça o papel do país como um dos principais atores globais na transição energética e nas negociações internacionais voltadas à neutralidade de carbono e à preservação das florestas tropicais.
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