Inteligência dos órgãos de segurança pública do Pará monitora movimentos de facção criminosa
Após megaoperação no Rio de Janeiro, que resultou na morte de seis paraenses ligados ao crime organizado, Segup reforça monitoramento e garante que o Estado está preparado para evitar retaliações.
Os órgãos de segurança pública do Pará intensificaram o monitoramento de facções criminosas após a Operação Contenção, deflagrada na última terça-feira (28) no Rio de Janeiro, que resultou na morte de seis paraenses e na prisão de outros quatro. A ação, considerada uma das maiores operações policiais do ano, teve como objetivo desarticular uma rede interestadual de criminosos que atuava tanto no Rio quanto em estados da Região Norte.
De acordo com o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, Ualame Machado, o sistema de inteligência do Pará acompanha de perto qualquer possibilidade de retaliação no território paraense. “Nós acompanhamos com um sistema integrado que congrega todos os órgãos de segurança pública do Estado — são sete agências de inteligência trabalhando juntas, em troca constante de informações com a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e a Abin. Isso é feito de forma diuturna, e qualquer modificação nesse cenário é imediatamente avaliada”, afirmou o secretário.
Ualame destacou que o Estado mantém índices expressivos de combate ao crime organizado. “Aqui no Pará, a criminalidade não avança. Temos batido recordes de apreensões de drogas e armas, além de operações com dezenas de prisões a cada semana. A população pode ficar tranquila: o Estado está preparado para reagir a qualquer situação”, garantiu.
Segundo a Polícia Civil do Pará, cerca de 70 criminosos com mandados de prisão expedidos pela Justiça paraense estão atualmente foragidos em comunidades do Rio de Janeiro. Durante a Operação Contenção, 32 alvos identificados pela inteligência paraense foram localizados — destes, 10 foram confirmados, sendo seis mortos em confronto e quatro presos.
A Polícia Civil enviou prontuários e informações complementares às autoridades fluminenses para confirmação das identidades dos suspeitos mortos e presos. “Temos mais criminosos escondidos nessas áreas, mas os prioritários para esta operação foram esses. As incursões em morros do Rio são de extrema complexidade, com intenso confronto e dificuldade de progressão”, detalhou Ualame Machado.
O secretário reforçou ainda que as forças de segurança estaduais permanecem em alerta máximo. “Estamos atentos a qualquer movimentação. Nossa estrutura é moderna, nosso efetivo está preparado e a inteligência tem sido essencial para neutralizar ações criminosas. A segurança da população paraense está garantida”, concluiu.



