Quando se fala em inteligência artificial, muita gente pensa em ChatGPT. Agora, imagine uma versão corporativa dessa tecnologia, capaz de acessar diretamente dados de vendas, estoque e desempenho da empresa — tudo em tempo real.
Essa é a proposta do Looqbox, que acaba de lançar o Agente de Dados, uma solução de IA generativa criada pelos irmãos paraenses Rodrigo e Daniel Murta.
A startup nasceu em 2013 para resolver um problema simples, mas crítico: a dificuldade das empresas em acessar informações estratégicas com agilidade. Antes, as equipes dependiam de relatórios demorados e planilhas complexas. Com a Looqbox, qualquer colaborador passou a consultar dados em linguagem natural e tomar decisões mais rápidas.
“Os dados existiam, mas não chegavam à linha de frente no ritmo do varejo”, explica Rodrigo, CEO da empresa.
O primeiro piloto foi com a rede St. Marche, em 2013. Depois, vieram clientes gigantes como Casas Bahia, consolidando a tração do negócio. Hoje, a Looqbox acompanha R$ 68 bilhões em vendas anuais, atende 40 mil usuários e fatura R$ 10,8 milhões por ano — com meta de chegar a R$ 18 milhões até 2026.
A novidade: Agente de Dados
O novo produto é um agente de IA capaz de acessar, interpretar e analisar dados internos de forma conversacional. Ele não só responde perguntas como identifica padrões e sugere ações estratégicas em tempo real.
Exemplo: quer saber os produtos mais vendidos no último mês? Ele responde e ainda indica ajustes no estoque ou em campanhas de marketing.
Por enquanto, mais de 50 empresas estão na fila para usar a solução, sendo a Renner a primeira cliente oficial.
“Nosso objetivo é transformar o acesso a dados em algo simples e intuitivo para todos os níveis da empresa”, diz Daniel, CTO do Looqbox.
Mercado quente e concorrência pesada
O Looqbox entra em um setor que não para de crescer. Agentes de IA já movimentam US$ 5 bilhões no mundo, com previsão de atingir US$ 47,1 bilhões até 2030. Gigantes como Microsoft, IBM, Google, Amazon e Salesforce já têm suas soluções. No Brasil, startups como Voll, Cloudwalk (com o assistente JIM) e Olist também estão apostando forte no segmento.
Esses agentes são mais do que chatbots: executam tarefas do começo ao fim, sozinhos — algo visto como o primeiro passo para a tão falada Inteligência Artificial Geral (AGI), embora muitos especialistas duvidem que ela esteja próxima.



