OPINIÃO

Comuna de Seattle mostra que o “paraíso” idealizado pela esquerda não é democrático

Por João Corrêa Neves Junior

A fundação de CHAZ [acrônimo para a “Capitol Hill Autonomous Zone”] ou Comuna de Seattle, em Junho de 2020, uma zona de cerca de seis blocos tomada por um grupo de jovens comunistas completamente ignorantes, sem qualquer habilidade profissional e sem nenhum histórico de conquista individual, é um grande incógnita para a Sociologia e a História.

Idealizada por jovens cuja maior realização até hoje foi a abdicação da higiene pessoal, CHAZ não é exatamente um paraíso democrático, apesar dos clamores de seus fundadores por “direitos” e “justiça”. Uma espécie de Warlord foi designado, tendo sido considerado como requisito para o cargo a cor da pele e a capacidade de compor músicas de protesto. Naturalmente, não houve eleições, tendo os revolucionários optado ao invés disso, pela mesma tradição despótica dos comunistas que os precederam. Os revolucionários são contra armas e a polícia, exceto para si próprios, que carregam fuzis e intimidam moradores que descumprem regras, como pichar muros por exemplo.

Apenas dois dias após sua fundação, CHAZ esgotou seu estoque [saqueado] de comida, uma vez que nenhum projeto de produção, trabalho, esforço individual ou coletivo, comércio ou cooperação, foi pensado. Os revolucionários tiveram que recorrer à doações para dar seguimento ao projeto. Uma pequena horta chegou a ser instalada com mudas já graúdas, entretanto a inexistência de responsáveis pelo seu cuidado, fez com que a horta morresse.

Uma das primeiras ações de CHAZ foi o estabelecimento de uma zona fronteiriça, com barreiras e pontos de entrada, o que não deixa de ser curioso já que estes mesmos jovens, ano passado, organizaram um grande protesto contra a instalação de barreiras na fronteira entre os Estados Unidos e o México. Além disso, apesar de exigirem a igualdade, somente são permitidos em CHAZ, imigrantes que compartilhem com a ideologia da zona autonôma, modelo ironicamente similar ao sugerido por Donald Trump para imigração para a América.

Não se sabe exatamente qual o propósito de CHAZ e quantos dias os jovens conseguem ficar longe do porão da casa de seus pais, sem comida pronta, sem acesso aos seus computadores Apple e seus Playstations. Se depender da prefeita democrata de Seattle, Jenny Durkam, CHAZ deve permanecer, uma vez que para ela, tudo não passa de uma celebração da democracia, uma “festa de rua”, embora a própria tenha defendido rigorosas medidas de isolamento e distanciamento social para o restante da população.

Um brasileiro que conseguiu sair clandestinamente de CHAZ antes do fechamento das fronteiras, teria pixado em uma das paredes da sede do Pajé local, em inglês:

“In someone else’s butthole, pepper is sugar”

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