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31% dos imóveis do Centro Histórico de Belém estão desocupados; região perdeu quase 25% da população em 12 anos

Apesar dos investimentos bilionários para a COP 30, Censo 2022 revela esvaziamento e uso reduzido de imóveis na área tombada da capital paraense.

Dados do Censo 2022 revelam que 30,7% dos imóveis localizados no perímetro de tombamento federal do Centro Histórico de Belém estão desocupados. Em algumas áreas, o índice ultrapassa 40%, o que reforça a tendência de esvaziamento do núcleo urbano mais antigo da capital paraense.

Além da alta taxa de imóveis sem uso, a região perdeu quase um quarto de seus moradores nos últimos 12 anos. A queda populacional vem acompanhada por um cenário de abandono de edificações históricas, que, apesar de seu valor cultural e arquitetônico, enfrentam falta de manutenção e de políticas habitacionais efetivas.

O levantamento ocorre em um momento em que Belém recebe investimentos superiores a R$ 7 bilhões para obras e preparação da cidade para sediar a COP 30, em 2025. A conferência deve atrair olhares internacionais para o patrimônio cultural e natural da cidade, mas especialistas apontam que questões como habitação e o aproveitamento dos imóveis do centro histórico ainda são desafios pouco discutidos.

O Centro Histórico de Belém é reconhecido como patrimônio cultural e integra o perímetro de proteção federal, o que exige diretrizes específicas para preservação e uso. A desocupação de imóveis pode impactar não apenas a vitalidade econômica da região, mas também a conservação dos edifícios, muitos deles em risco de deterioração devido à falta de uso e manutenção.

Até o momento, não há um plano público específico anunciado para reverter a perda populacional ou reduzir a taxa de imóveis desocupados na área histórica, apesar da expectativa de valorização com a COP 30 e dos investimentos em infraestrutura.

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