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Número de católicos cai no Pará e evangélicos ganham espaço, aponta Censo 2022

Apesar de ainda serem maioria no estado, católicos recuam para 54,35% da população. Evangélicos já representam mais de um terço dos paraenses e dominam em vários municípios.

O número de católicos no Pará caiu significativamente, enquanto a proporção de evangélicos segue em crescimento, segundo os dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE. Hoje, 54,35% da população paraense se declara católica apostólica romana — o equivalente a 3,7 milhões de pessoas. Já os evangélicos somam 35,27% (2,4 milhões).

O levantamento também aponta que 7,06% da população não segue religião, enquanto os espíritas representam 0,37%, e adeptos da umbanda e do candomblé são 0,32%. As tradições indígenas aparecem com 0,04% e outras religiões com 2,45%.

Municípios mais católicos do Pará

As cidades com maior percentual de católicos são Santa Luzia do Pará (80,30%), Garrafão do Norte (79,01%), Baião (78,37%), Nova Timboteua (77,28%), Bonito (77,10%), entre outros municípios do nordeste paraense.

Municípios mais evangélicos do Pará

Em contrapartida, Bagre lidera como o município mais evangélico do estado, com 53,38% da população. Também se destacam Santa Bárbara do Pará (48,05%), Rondon do Pará (46,61%) e Canaã dos Carajás (46,10%).

Belém: a capital entre fé e mudança

Em Belém, os católicos ainda são maioria, com 55,25%, mas os evangélicos já somam 33,43%. A capital também registra uma presença significativa de religiões de matriz africana, como umbanda e candomblé (0,80%), ficando atrás apenas de Santa Izabel do Pará (0,98%) nesse quesito.

Sem religião e diversidade

Cresce também o número de paraenses que se declaram sem religião. Destaque para Cumaru do Norte (19,01%), Moju (16,97%), Dom Eliseu (16,91%) e Itaituba (16,01%), que concentram os maiores índices.

Cenário nacional

Em nível nacional, o Censo 2022 registrou a menor proporção de católicos desde 1872: 56,7% da população. Em contrapartida, os evangélicos chegaram a 26,9%, representando 1 em cada 4 brasileiros.

A tendência de queda no número de católicos e o avanço evangélico é observada em todas as regiões do país, com destaque para o Norte e o Centro-Oeste. A diversidade religiosa cresce, e o Brasil se afasta cada vez mais do cenário de quase hegemonia católica visto no século XIX.

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