58,7% dos lares paraenses receberam auxílio emergencial em maio, diz IBGE

A PNAD COVID19 MENSAL do IBGE divulgada nesta segunda-feira, 29, revela que 58,7% dos lares paraenses receberam o auxílio emergencial do governo federal. No Brasil, foram 68 milhões de domicílios ou 38,7% (26,3 milhões de domicílios) beneficiados.
O auxílio emergencial tem por objetivo fornecer proteção social no período de enfrentamento da crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Em termos populacionais, 45% dos 210 milhões de habitantes do Brasil, quase 94 milhões de pessoas, residem em domicílios onde pelo menos um morador recebeu o benefício.
O Auxílio Emergencial é destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.

O Pará foi um dos estados com maior proporção de domicílios beneficiados pelo programa.
“Foram incluídas questões relativas ao Auxílio Emergencial, que, por ser um programa de transferência de renda de grande envergadura, exigia uma avaliação de forma separada dos demais programas existentes. Para receber o Auxílio Emergencial, a pessoa deve atender a alguns critérios entre os quais que a renda domiciliar per capita não ultrapasse R$ 522,50 ou a renda total do domicílio não ultrapasse a três salários mínimos (R$ 3.135,00)”, lembra o diretor adjunto de Pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo.
Cerca de metade dos 94 milhões de pessoas que residiam em domicílios beneficiados com o auxílio, recebiam renda per capita de até R$ 645,54.

“No conjunto de informações mostradas pela PNAD COVID19, foi possível verificar que 85% dos recursos foram destinados a pessoas cujo rendimento domiciliar per capita era inferior a 1 salário mínimo”, observa Adriana Beringuy, economista do IBGE. “A concentração dos recursos nos estratos de renda mais baixos indica uma boa focalização do programa, uma vez que na ausência desse benefício muitas famílias poderiam ter sua capacidade de consumo bastante comprometida. Ademais, a garantia de um consumo básico viabiliza a demanda por bens e serviços, permitindo aos produtores a manutenção das operações e do emprego”, acrescenta Adriana.
Com informações do IBGE



