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Pará investe em ciência para impulsionar produção sustentável de cacau

Às vésperas da Páscoa, o cacau ganha ainda mais destaque no Pará, maior produtor nacional, não apenas pela alta demanda, mas também pelos avanços científicos que impulsionam sua produção sustentável. Em um contexto de recordes de preços na commodity, o estado se destaca não só como líder na produção de amêndoas, mas também como pioneiro em técnicas que valorizam a biodiversidade local.

Com investimentos em pesquisa e inovação, o Pará tem consolidado sua posição como principal polo cacaueiro do país. Em 2023, o estado produziu 149 mil toneladas de amêndoas de cacau, mantendo-se no topo da produção nacional. A expansão anual do cultivo, especialmente na região do Xingu, impulsiona o setor, destacando-se a utilização de áreas de várzea, onde o cacau nativo cresce de forma orgânica, sem necessidade de produtos químicos ou irrigação.

A ciência tem desempenhado um papel fundamental nesse processo. Pesquisadores da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) e da Universidade Federal do Pará (UFPA), em parceria com instituições e financiamentos estaduais e federais, têm explorado o potencial do cacau de várzea, enriquecido pela biodiversidade amazônica, para criar produtos de alta qualidade e valor agregado.

A coordenadora do projeto da UFRA, Professora Socorro Progene, destaca a importância da preservação da floresta para o cultivo do cacau, ressaltando os benefícios ambientais e comerciais dessa prática. A valorização do cacau de várzea não apenas enriquece a biodiversidade local, mas também proporciona aos produtores uma renda maior por meio da produção de chocolates finos e outros produtos de alto valor agregado.

Além da valorização do cacau de várzea, o estado investe em tecnologias inovadoras para proteger a produção, como o uso de inteligência artificial para detectar pragas precocemente. O desenvolvimento de um aplicativo capaz de identificar doenças como a vassoura-de-bruxa promete auxiliar os produtores, especialmente os pequenos, a protegerem suas plantações e garantirem a qualidade do cacau.

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