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Pará tem 566 mil pessoas que usam buracos em terrenos para dejeção

No último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado na sexta-feira, 23, com base no Censo 2022, foi revelado um cenário alarmante de falta de infraestrutura habitacional no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. No Pará, os números destacam a urgência de políticas públicas para enfrentar a carência de saneamento básico e de condições dignas de moradia.

De acordo com os dados, cerca de 58 mil de paraenses residem em casas desprovidas de qualquer tipo de banheiro. Para piorar, 566 mil são obrigadas a utilizar buracos em terrenos para realizar suas necessidades fisiológicas. Essa realidade de extrema precariedade é mais evidente nos municípios do Marajó, onde a população rural e ribeirinha sofre com a falta de infraestrutura básica.

Os números revelam não apenas a ausência de banheiros, mas também a falta de acesso à rede de coleta de esgoto, afetando 37,5% dos domicílios em todo o Brasil. Além disso, 18,4 milhões de brasileiros não têm acesso a um sistema de coleta de lixo, sendo obrigados a fazer o descarte final em suas próprias casas ou em terrenos baldios.

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