Com tarifa de energia mais cara do país, Belém quer ônibus elétrico
Este mês foi marcado por anúncios com realidades opostas. O primeiro é que os paraenses terão de pagar mais pela energia elétrica a partir do dia 7 de agosto. Com um reajuste de 18,31%, o Pará terá a tarifa de energia mais cara do país. O segundo é que a Prefeitura Municipal de Belém planeja substituir a frota de ônibus a diesel por veículos elétricos.
Tarifa mais cara do País
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) propôs um reajuste de 18,31% para os consumidores residenciais, com um impacto médio de 16,85% em todas as classes de clientes. Essa medida, conhecida como Revisão Tarifária Periódica (RTP), supostamente visa ajustar as taxas para cobrir custos operacionais eficientes e remunerar investimentos prudentes realizados
O fato é que a partir do dia 7 de agosto, os paraenses enfrentarão um significativo aumento no preço da energia elétrica, o que colocará o Pará com a tarifa mais alta do país
É importante ressaltar que, apesar da tarifa do Pará se tornar a mais cara, o estado é o quarto maior gerador de energia elétrica, ficando atrás apenas dos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro
A frota de ônibus elétricos
Com o anúncio de Belém como sede da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-30) e os investimentos substanciais que serão direcionados para adequar a cidade às necessidades desse evento global, a Prefeitura Municipal apresentou um ambicioso plano: substituir toda a frota de ônibus sucateada, atualmente movida a diesel, por novos veículos elétricos
O financiamento para esse projeto partirá todo do próprio BNDS (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), eliminando a necessidade de recorrer a recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) ou do BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento).
Atualmente, no país, existem apenas 350 veículos eletrificados de um total de 107 mil ônibus. Algumas capitais, como São Paulo, Vitória, Curitiba e Salvador, já estão adotando esses veículos, mas nenhuma delas possui sua frota de ônibus totalmente elétrica, embora existam projetos em andamento para ampliar o uso desses veículos até 2025.
Previsões para 2025
As previsões para a Belém, que sediará a COP 30, são, no mínimo, curiosas. Seremos uma capital que tem enfrentado o declínio populacional ao longo dos anos devido à escassez de oportunidades de emprego. Até lá, é provável que tenhamos realizado algumas modificações na estrutura do centro da cidade, mas continuaremos lidando com os mesmos problemas crônicos de saneamento, alagamentos e mobilidade. Além disso, enfrentaremos o desafio de possuir a tarifa de energia mais cara do país, porém, pelo menos uma parte substancial de nossa frota de ônibus será elétrica ou totalmente elétrica.
Ou seja, Belém para inglês ver!!!



