A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, ocorrida no último domingo (11), gerou polêmica ao trazer à tona o debate sobre a existência de crianças trans.
A controvérsia se intensificou nas redes sociais após a divulgação de imagens e vídeos de um bloco composto por crianças carregando bandeiras e cartazes, acompanhados de um estandarte com a frase “Crianças Trans Existem”. O bloco foi organizado pela ONG “Minha criança trans”, que em seu perfil em uma rede social defende a “qualidade de vida, políticas públicas e direitos de crianças e adolescentes trans e suas famílias”.
Dado o envolvimento de crianças, o tema gerou debates acalorados entre aqueles que condenam o ato e os defensores das causas LGBT+.
Em Belém, o jornal O Liberal lançou uma enquete em suas redes sociais para conhecer a opinião de seus leitores sobre a existência de crianças trans.

No entanto, o comentário da vereadora Beatriz Caminha (PT) causou mais controvérsia sobre o assunto. Bia, que se identifica como mulher negra periférica, bissexual e Icoaraciense, afirmou na publicação do O Liberal no Instagram: “Isso não é uma questão de opinião. É uma questão de direitos”.

O comentário recebeu diversas respostas negativas, criticando a postura da vereadora de Belém. “Deixem as crianças em paz, bando de esquerdistas”, escreveu um internauta enfurecido.
“Sim, direito de serem crianças. Discussões tão sensíveis como a sexualidade delas devem ser tratadas quando tiverem maturidade suficiente. Pare de serem lunáticos e defenderem esse tipo de coisa. A transição de gênero em crianças precisa ser criminalizada antes que se torne comum no Brasil. Canalhas”, expressou outro internauta.



