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PRIORIDADES: enquanto Belém afunda no lixo, Edmilson quer combater gases do efeito estufa

Como um bom paraense diz: “Mano, não tem condições, o cavalo mordeu a cabeça do Ed?”. O prefeito de Belém vive em um mundo paralelo, onde as prioridades estão completamente distantes das necessidades da população da cidade. Além da câmara dos vereadores que prioriza projetos inúteis, agora temos também um gestor com ideias igualmente inúteis.

Ontem mesmo denunciamos aqui o acúmulo de lixo pelas ruas de Icoaraci e Outeiro, com a população ameaçando, em protesto, jogar esses resíduos sólidos na frente das respectivas agências distritais. A questão do lixo e da falta de saneamento básico são problemas gravíssimos em Belém e deveriam ser pauta ambiental prioritária.

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Mas Edmilson Rodrigues acha que pode mais. Recentemente, ele foi acusado pela comunidade judaica de antissemitismo ao gravar um vídeo para o movimento BDS (Boicotes, Desinvestimentos e Sanções) contra Israel, onde destilou ódio e demonstrou um profundo desconhecimento sobre o complexo conflito palestino-israelense. Alguns internautas o acusaram de distorcer fatos históricos em suas redes sociais e destacaram a contradição entre o discurso de autodeterminação dos povos defendido pelo PSOL, partido ao qual Rodrigues pertence, e sua negação da autodeterminação do único estado judeu do mundo.

Edmilson, aparentemente insatisfeito com questões internacionais, agora quer se autodenominar o salvador do planeta Terra no combate às mudanças climáticas. Ontem, ele assinou um acordo com a riquíssima União Europeia para mapear, no período de seis meses, o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa de Belém.

“Esse inventário é um passo inicial chave: Belém ganha conhecimento e uma visão sobre quais medidas deve tomar em busca do combate às mudanças climáticas e seus impactos na própria cidade”, explicou Hélinah Cardoso, líder do Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia.

É importante desenvolver ações para combater as mudanças climáticas, no entanto, essas iniciativas devem ser lideradas e sustentadas pelos governos centrais, principalmente pelos países ricos e industrializados. Belém é uma cidade pobre, com graves desafios de infraestrutura, sociais e econômicos. Não podemos ficar discutindo pautas que parecem mais adequadas para países como Noruega quando mais de 90% da população da cidade vive em condições sanitárias semelhantes à Idade Média.

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