O Aeroporto Internacional de Belém e o Aeroporto Internacional de Macapá, no Amapá, estão sob nova administração. Neste mês de maio, o consórcio Novo Norte Aeroportos assumiu a gestão dos dois terminais aéreos, trazendo consigo planos ambiciosos e uma série de investimentos para impulsionar o desenvolvimento da região.
O consórcio Novo Norte Aeroportos, liderado pela Dix Empreendimentos, empresa do grupo Agemar, conquistou a concessão dos aeroportos em um leilão realizado em agosto do ano passado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). Com a transição, o consórcio anunciou imediatamente o início de seu plano de administração, que inclui a ampliação dos investimentos previstos no contrato.
Fábio Fischer, vice-presidente do Conselho de Administração da Agemar, revelou que a estratégia do consórcio é transformar os aeroportos de Belém e Macapá em importantes polos de distribuição de cargas para atender aos setores industrial, agronegócio e de carga geral. Para alcançar esse objetivo, estão previstos investimentos da ordem de R$ 20 milhões na implantação de armazéns alfandegados e pátios de regulação de tráfego de caminhões, além da infraestrutura necessária para integrar os diferentes modais de transporte.
A expectativa do consórcio é que a movimentação de cargas represente 50% da receita dos dois aeroportos, um aumento significativo em relação à participação atual, que é inferior a 10%. Vale ressaltar que os aeroportos de Belém e Macapá juntos movimentam mais de quatro milhões de passageiros por ano.
Além dos investimentos voltados para a expansão das operações de cargas, o consórcio assumiu o compromisso de investir R$ 875 milhões ao longo de 30 anos na melhoria e ampliação da infraestrutura dos terminais de passageiros. Essa injeção de recursos tem como objetivo oferecer uma melhor experiência aos viajantes e elevar a qualidade dos serviços prestados.
O consórcio Novo Norte Aeroportos é composto pela Dix Empreendimentos, que detém 95% de participação, e pela Socicam, com 5%. Para viabilizar a operação e garantir os recursos necessários para o pagamento da outorga de R$ 125 milhões, o consórcio contou com a parceria do Banco Modal.
A Dix Empreendimentos já possui experiência na administração de aeroportos. Atualmente, ela é responsável pelos terminais de Fernando de Noronha, Caruaru, Serra Talhada, Garanhuns e Araripina em Pernambuco. Além disso, em conjunto com a Socicam, opera 11 terminais aeroportuários em São Paulo e dois no Ceará.
O grupo Agemar, com 40 anos de existência, atua em diversos segmentos por meio de sua holding. Além da administração aeroportuária, suas atividades incluem Operações Portuárias, Logística e Armazenagem, Terminais de granéis, Pátios de triagem de caminhões, Transporte marítimo, Infraestrutura turística, Locação de contêineres customizados e Construções modulares. Com uma ampla expertise nessas áreas, o grupo Agemar busca aplicar seu conhecimento e experiência para impulsionar o desenvolvimento dos aeroportos de Belém e Macapá.
A concessão dos aeroportos para a gestão privada representa uma oportunidade de alavancar o potencial econômico da região, impulsionando não apenas o transporte de passageiros, mas também o segmento de carga, que desempenha um papel fundamental no crescimento industrial e agrícola.
Além disso, a promessa de investir R$ 875 milhões na melhoria e ampliação da infraestrutura dos terminais de passageiros proporcionará uma experiência mais confortável e eficiente para os viajantes, fortalecendo o setor do turismo e estimulando o fluxo de visitantes para a região.
A transferência da gestão dos aeroportos de Belém e Macapá para a iniciativa privada faz parte de um movimento maior de concessões de aeroportos pelo governo brasileiro, que busca atrair investimentos, melhorar a infraestrutura e aumentar a eficiência dos terminais aéreos em todo o país.
A expectativa é de que, com a gestão privada, haja uma maior agilidade na execução de projetos e na adoção de práticas modernas de administração, resultando em um salto de qualidade nos serviços oferecidos aos passageiros e no fomento das atividades econômicas da região.



