Laila Vitória Rocha tinha apenas 21 anos. Ela saiu de Parauapebas, no Sudeste do Pará, para encontrar no Rio Grande do Sul o namorado que tinha conhecido pela internet.
A moça viajou 3,5 mil km de Parauapebas até Porto Alegre onde mora André Vilela, de 37 anos, que nas redes sociais usava o nome “Victor Samedi”. Os dois estavam na casa de Victor quando vizinhos ouviram gritos e dois disparos de arma de fogo e acionaram a polícia no domingo (25).
A jovem foi encontrada morta com parte do corpo carbonizado na lareira da residência. Laila estava com passagem de volta para casa comprada e já tinha relatado para amigos que sofria agressões no relacionamento. O corpo dela foi encontrado com marcas que sinalizam luta corporal.
André, que era monitorado por tornozeleira eletrônica após responder por três homicídios tentados, rompeu o equipamento e fugiu para uma área de mata. Ele ainda era considerado foragido na manhã de hoje, segundo a polícia.
André é popular nas redes sociais e tem mais de 30 mil seguidores somados no TikTok e no Instagram. O suspeito se classifica como “necromante” e diz que faz “qualquer tipo de trabalho”, sendo chamado de mestre por alguns dos seguidores e cobrando até R$ 300 por supostas “consultas espirituais”.
A polícia explicou que o homem criou a própria religião e descartou que a morte da jovem tenha qualquer relação com seitas.
Em nota, a defesa de André afirmou que ele não praticou os atos “na forma que vem sendo estampado” e disse que a “verdade real dos fatos” será esclarecida.



