
Como é de todos sabido, a Polícia Federal costuma denominar suas operações com nomes bastante sugestivo e jamais de forma aleatória. Cada nome, normalmente frases em latim, figuras mitológicas e até personagens de desenho animado, aponta de forma criativa e subjacente, os alvos e objetivos da instituição.
Tivemos assim a operação “Ratatouille”, que prendeu o empresário Marco Antônio de Lucca, acusado de subornar agentes públicos para obter garantias de favorecimento em licitações de serviços de alimentação para escolas públicas e presídios.
Outra operação com nome curioso foi a “Carne Fraca”, deflagrada em março de 2017, cujo os alvos eram alguns dos maiores frigoríficos e empresas de processamento de carnes do Brasil.
Também tivemos a operação “Good Vibes”, que resultou na prisão de sete traficantes da droga sintética; e a operação “Firula”, que prendeu empresários suspeitos de realizar crimes financeiros a partir de transferências de jogadores de futebol, entre outras.
E como não lembrar da operação Lava-Jato, que recebeu seu nome por conta de um posto de combustíveis usado para movimentar valores de origem ilícita, mas também acabou por assumir uma função muito mais elevada: lavar o país da corrupção?
No Pará – Dito isto, há de se perguntar acerca do nome da operação deflagrada nesta quarta-feira, 10, pela Polícia Federal, aqui em terras paraenses, e que teve como alvo, a sede do Governo do Pará e a casa do governador Helder Barbalho.
O nome “Para Bellum”, certamente, é uma referência ao provérbio latino “Si vis pacem, para bellum que pode ser traduzido como “se quer paz, prepare-se para a guerra”.
Bellum, nada tem a ver com “belo”, vem de Belona, deusa da guerra. Daí resulta, entre outras, a palavra “bélico”.
Retirada do inteiro conteúdo do provérbio, a frase pode ser entendida como “se preparem para guerra”
Seria leviano supor que o nome da operação nada mais é que um aviso ao povo paraense?????



