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Gestão de Edmilson Rodrigues recebe críticas de partido de esquerda

A gestão do prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL) vem sofrendo duras críticas até de alas alinhadas ideologicamente. É o caso do Partido Comunista do Brasil (PCB), que em seu site fez um texto criticando tomadas de decisões de Edmilson Rodrigues à frente da prefeitura de Belém, como o recente aumento da tarifa de ônibus.

‘A “Esquerda Cordial” e o aumento da tarifa em Belém’ é o título do texto.

“Desde 2021, a cidade é governada pelo prefeito Edmilson Rodrigues (atual PSOL, antigo PT) que fez sua campanha e mobilizou pessoas e votos com a promessa de uma “Belém de Novas Ideias”: uma Belém humana novamente (como, supostamente, havia sido em seus primeiros dois mandatos no final da década de 1990, início dos anos 2000, quando era quadro do PT), com participação popular e que “Ed” [1], voltaria com o “coração do amor” [2] para combater a onda bolsonarista no segundo turno, representada pelo candidato Delegado Eguchi (Patriota). E assim o “Ed do amor” foi eleito. Inclusive com voto da militância do PCB que, justificadamente no cenário apresentado, fez voto crítico ao candidato”, inicia o texto.

No entanto, o PCB elenca algumas promessas descumpridas em 1 ano e 3 meses, lembrando que o discurso da teoria está sendo completamente contrário ao que se está vendo na prática.

“Passados um ano e três meses do início da gestão, vemos crises sobre crises, paralisações em órgãos públicos, aumento da tarifa de ônibus, greve dos servidores da FUNPAPA (órgão municipal que administra os serviços de assistência social de baixa, média e alta complexidade, desde CRAS a abrigos), greve dos trabalhadores administrativos e de serviços gerais da educação, as UPAS e Pronto-Socorros sendo sucateados com a canetada da prefeitura, falta de verba para tudo e os servidores estão tendo que, literalmente, pagar para trabalhar”, denunciou.

Além desses desajustes na gestão, o PCB também critica a forma como a prefeitura está lidando com as críticas e da população e dos servidores municipais.

“Os assessores do gabinete do prefeito, que contam com uma base que blinda todos os equívocos da gestão, e constroem a tática do “Paraense Cordial” [3], na esperança de que se talvez desagradar um pouco a todos, consiga agradar a todos de alguma forma e se diferenciar dos seus antepassados após Belém passar 16 anos com gestões de direita, representadas por prefeituras do PSDB que deixaram a cidade abandonada às traças”, revelou.

O PCB diz que “qualquer opositor dentro da esquerda é tratado como exagerado e arruaceiro, radical e violento, agindo como inimigos da classe trabalhadora” e que essa blindagem ao prefeito é justificada por não dá brechas ao bolsonarismo. O texto usa a expressão “paraense cordial” para se referir ao modo de agir da prefeitura e seus assessores.

“A “esquerda” do “paraense cordial”, essa entidade etérea que está mais no plano das ideias do que no concreto e real, seria naturalmente conciliadora e boa, mediando entre a população radical e os empresários gananciosos. E, como bom gerente do capital, deve entregar migalhas à população, enquanto nos bastidores troca tapinhas congratulatórias com as famílias e empresários mais tradicionais da capital da província do Grão-Pará, preparando o terreno para a próxima gestão de direita ocupar a prefeitura e “salvar” Belém de si mesma, mais uma vez”, disse.

“A pergunta que fica é: por quanto tempo esta gestão continuará acreditando em seus próprios mitos e ilusões? A “Belém de Novas Ideias” [9] sairá do imaginário com ações práticas quando? Quando as urnas baterem às portas?”, questiona o PCB.

E critica: “Vemos neste caso uma Belém de ideias bem velhas, cheirando a mofo e lodo do fundo dos vários canais que cortam a cidade.”

Além de ironizar o slogan eleitoral de Edmilson, o texto também faz críticas ao programa “Tá selado!”, que seria um projeto de participação popular, mas que na prática, não tem participação do povo.

“E isto sem se esconder em argumentações já batidas para equívocos insustentáveis, como quando tem a chance de clamar a participação popular para seus processos decisórios, mas utiliza farsas montadas, como o tal mecanismo de participação popular “Tá Selado” [10] (gíria de Belém que significa “está combinado”), que não contou com a presença do principal: o povo. Ou mesmo quando passa, à revelia de um debate amplo, um aumento da passagem em 40 centavos para encher os bolsos dos barões do transporte de Belém e região metropolitana”, criticou.

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