Ele subia em uma árvore no quintal da sua casa para conseguir sinal de internet e assim poder acompanhar as aulas. Com a pandemia, o cancelamento das aulas presenciais, o paraense Artur Ribeiro Mesquita, de Alenquer, no Oeste do Pará, teve que se virar para continuar a estudar.
A sua persistência e empenho ganharam o Brasil, isso despertou solidariedade, mas também alertou para os desafios da educação brasileira em áreas mais remotas.
Hoje o aluno do primeiro ano do ensino médio, tem internet em casa e comemora poder estudar com menos dificuldade.
“O ensino ficou prejudicado, mas, com o tempo, ganhei internet em casa e ficou melhor. Agora, posso estudar dentro de casa. Antes, só pegava sinal lá na árvore”, conta Artur.
Com as flexibilizações, Artur voltou a ter aulas presenciais, mas ainda estuda pela internet. Ele passa uma semana morando em uma casa alugada na cidade para conseguir ir à escola e, na outra, acompanha o conteúdo pelo celular ou computador, possibilitado pela doação de suporte para ter acesso à rede de computadores na zona rural.
Pesquisa do IBGE, revelou que 3,8% das escolas paraenses da rede pública de ensino (municipal e estadual) forneceram suporte técnico para que alunos pudessem acompanhar aulas remotas durante o auge da pandemia de Covid-19 em 2020.
Esses dados colocam o Pará entre os estados que menos auxiliaram alunos da rede pública durante o período mais crítico da pandemia, quando as aulas presenciais foram suspensas e o ensino passou a ser remoto, como acontece ainda, em parte, até hoje.



