Centro de Perícias Renato Chaves registra diminuição de corpos e contêineres frigoríficos são desativados
Belém (PA) – “Já chegamos a receber 20 corpos por dia, mas atualmente a média está em dois”, afirma Celso Mascarenhas, diretor-geral do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves (CPCRC), em Belém, que anunciou, na terça-feira, 2, que a instituição desativou dois dos três contêineres frigoríficos alugados para armazenar corpos vítimas de causas naturais e doenças, nas quais se incluem as provocadas pelo novo coronavírus.
Apenas um está em funcionamento, este com cinco corpos, de acordo com o último levantamento realizado pelo Centro Renato Chaves, às 11 horas de terça-feira, 2. O número já foi bem maior, como o registrado na primeira quinzena de maio, quando todos os três contêineres chegaram a ficar totalmente ocupados. Nos dois maiores, a capacidade era para 35 corpos. No menor, que ainda está em funcionamento, 20.
Diminuição dos números – Segundo o sanitarista e diretor de Vigilância em Saúde da Secretaria de Saúde do Pará (Sespa), Amiraldo Pinheiro, a tendência é que não tenha mais um aumento no número de óbitos. “O estado está trabalhando com várias linhas e ações de combate ao coronavírus, por isso, essa diminuição no número de atendimentos nos hospitais e, consequentemente, no número de óbitos”, ressaltou.
Em abril, o órgão dobrou a capacidade técnica para atender à crescente demanda da Sespa ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO), responsável pela análise das mortes por causa natural ou doenças diversas.
“Na terça-feira, dos cinco corpos que estão no contêiner menor, dois chegaram do hospital de Campanha do Hangar. Num dos momentos mais críticos, em 5 de maio, por exemplo, o CRPC registrou a lotação máxima dos contêineres”, explicou Mascarenhas.
Orientação – Para casos de pessoas que morrem de causa natural em domicílio, a solicitação para remoção do corpo não poderá ser feita diretamente por um familiar. Nesses casos, o familiar deve ir a uma Delegacia e registrar o Boletim de Ocorrência, para que a autoridade policial acione a equipe de remoção do SVO.
Já em relação às mortes naturais em hospitais e outras unidades de saúde, a solicitação de remoção ao SVO será feita pelo médico, quando o paciente tem menos de 24 horas de internação e a equipe médica não tenha condições clínicas de atestar a causa da morte.
Fonte: Agência Pará



