Bombeiros civis mortos em desabamento de gruta são velados em São Paulo
Os corpos de seis dos nove bombeiros civis mortos no desabamento de uma gruta em Altinópolis (SP) são velados na manhã desta segunda-feira, dia 01, em Batatais (SP).
O velório coletivo acontece no Ginásio de Esportes Marinheirão. A cerimônia restrita aos familiares começou às 8h30. O público poderá prestar as últimas homenagens das 10h30 às 15h.
As vítimas veladas em Batatais são:
Celso Galina Júnior
José Cândido Messias da Silva
Elaine Cristina de Carvalho
Rodrigo Triffoni Calegari
Jonatas Ítalo Lopes
Jenifer Caroline da Silva
Segundo a Prefeitura de Batatais, o horário dos sepultamentos ainda não foi definido. O prefeito Juninho Gaspar (DEM) decretou luto oficial de três dias.
Ainda segundo a prefeitura, as outras três vítimas serão veladas e enterradas em Altinópolis, Sales Oliveira (SP) e em Monte Santo de Minas (MG), por decisão das famílias.
Teto desabou durante treinamento
O desmoronamento aconteceu por volta da 1h de domingo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, 28 bombeiros civis e instrutores faziam um treinamento no interior da gruta, quando o teto da caverna desabou, deixando parte do grupo retido. A atividade era promovida pela escola Real Life, com escritório em Ribeirão Preto (SP).
Segundo a professora Cristina Triffoni, mãe do instrutor Rodrigo Triffoni Calegari, o grupo passaria a noite no local como parte do treinamento. O filho dela, de 32 anos, morreu no acidente.
Por volta das 9h45, o Corpo de Bombeiros informou que a primeira vítima foi retirada com vida. Walace Ricardo da Silva foi levado para o HC-UE, em Ribeirão Preto. Outras seis pessoas que conseguiram sair a tempo sofreram ferimentos leves, foram levadas ao hospital e já receberam alta.
Especialistas em resgate, técnicos da Coordenadoria Estadual da Defesa Civil e um geólogo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) foram levados de helicóptero a Altinópolis para reforçar o trabalho.
A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros informaram que não foram comunicados anteriormente sobre a realização do treinamento.
O dono da empresa Real Life, Sebastião Abreu, disse que treinamentos como esse são comuns na escola. Ele não soube informar, no entanto, se havia autorização para a atividade.
Por causa da chuva, Abreu informou que o curso poderia ter sido adiado, mas que os instrutores no local decidiram por dar continuidade à prática.



