Amazonas vive surto da ‘doença da urina preta’ com mais de 40 casos

Estado vizinho ao Pará, o Amazonas vive um surto de síndrome de Haff , conhecida como doença da “urina preta”. são 44 casos suspeitos no estado, sendo 34 em Itacoatiara, quatro em Silves, dois em Manaus, dois em Parintins, um em Caapiranga e um em Autazes.

De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP), uma pessoa de Itacoatiara morreu. Até segunda-feira (30),  10 pessoas, todas de Itacoatiara, ainda estavam internadas. Os demais pacientes receberam alta hospitalar.

Síndrome de Haff

A “doença da urina preta” se constitui em um tipo de rabdomiólise, nome dado para designar uma síndrome que gera a destruição de fibras musculares esqueléticas e libera elementos de dentro das fibras (como eletrólitos, mioglobinas e proteínas) no sangue.

O nome foi dado em razão da descoberta da doença em um lago chamado Frisches Haff, na região de Koningsberg em 1924. O território, à beira do Mar Báltico, pertencia à Alemanha, mas foi incorporado à Rússia posteriormente, constituindo um enclave entre a Polônia e a Lituânia.

A doença de Haff gera uma rigidez muscular. Além disso, frequentemente ocorre como consequência o aparecimento de uma urina escura em função da insuficiência renal, razão pela qual essa expressão é utilizada para se referir à enfermidade.

A Síndrome de Haff é causada por uma toxina que pode ser encontrada em determinados peixes e crustáceos. A substância gera danos no sistema muscular e em órgãos como rins.

No entanto, a FVS destaca que os casos estão em investigação já que o consumo de peixe contaminado não é o único motivo que pode causar algum tipo de rabdomiólise.

Além de outros tipos de alimentos contaminados, a rabdomiólise pode se manifestar na sequência de traumatismos, atividade física excessiva, crises convulsivas, consumo de álcool e outras drogas e infecções.

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