O Pará não sai da gente

Nos últimos dias repercutiu entre os paraenses o vídeo de uma mulher do Amapá feito no aplicativo Tik Tok onde ela diz que os paraenses se apropriaram da cultura nortista e que a expressão “égua” não é só do Pará.
O vídeo ganhou as redes sociais e gerou debates, discussões técnicas, acaloradas, memes e também episódios de xenofobia – o que é lamentável. Pará e Amapá já foram parte da mesma província no período colonial: o Grão Pará. Permaneceram juntos até 1943 quando Getúlio Vargas transformou o Amapá em território federal.
Se o Pará é nortista, ele não se apropria da cultura “nortista”. Acontece que somos o estado mais populoso e com maior economia da região Norte. Querendo ou não isso pesa. Muitos artistas paraenses fizeram um trabalho árduo para divulgar nossas tradições no “Sul Maravilha” e isso vem acontecendo de forma sistemática durante décadas e em vários setores: música, dança, culinária, etc.
Dizem que o Paraense é bairrista. Ah como é! O movimento não é apenas na grande mídia do sudeste. O Paraense migra, migra para o Amapá, Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo e agora Goiás e Santa Catarina. E também viaja.
Mas não esquece de levar suas tradições. Fotinha em ponto turístico com a camisa do Pará ou dos grandes clubes da capital. Festinha paraense em Santa Catarina com aparelhagem de tecnobrega. Isopor no aeroporto após visitar os parentes na terrinha. Bandeira do Pará na arquibancada em jogo de Copa do Mundo.
Como podemos observar, o paraense roda o mundo e ajuda a compartilhar e divulgar sua cultura, sem ferir ou agredir moradores de outros estados da região. Somos irmãos e temos que se unir pelo bem da região Norte.
Como vi num texto hoje rolando pelas redes sociais:
“A gente pode até sair do Pará, mas o Pará não sai da gente”.



