Assalto a Cametá: em 4 anos, Pará teve 51 casos semelhantes

Um levantamento realizado pela Secretaria de Segurança Público e Defesa Social do Pará (Segup), aponta que os crimes na modalidade conhecida como “vapor” ou “novo cangaço” são recorrentes no interior do Pará, mas apresentou redução de 85,71%. De 2017 a 2020, foram 51 assaltos com as mesmas características, onde criminosos fortemente armados atacam bancos de cidades de pequeno porte, cercam as sedes locais das Polícias Civil e Militar e fazem a população de refém. Em 2020, Cametá foi o terceiro caso registrado.

Em 2019, de janeiro a novembro, foram contabilizados 15 registros de roubos a banco. Em 2020, além de Cametá, foram atacadas agências em Ipixuna do Pará, nordeste do estado, no dia 30 de janeiro; e em São Domingos do Capim, na mesma região, em 3 de abril.
Em janeiro a ação dos bandidos aconteceu também durante a madrugada. Pelo menos 18 criminosos aterrorizaram a cidade. Duas caminhonetes foram usadas na fuga e levar 25 reféns em cima dos carros. As vítimas foram libertadas cerca de 10 km depois do local do ataque. Em fevereiro um suspeito de integrar quadrilha que organizou o assalto foi preso.
Em abril, 10 pessoas foram feitas reféns no crime da mesma modalidade, em São Domingos do Capim. Pelo menos nove criminosos participaram da ação. As vítimas foram liberadas longe do local do ataque, próximo do rio Capim.
Além da modalidade ‘vapor’, o número de assaltos a agencias bancárias sem reféns também são recorrentes. Em abril de 2020 bandidos assaltaram uma agencia do Banco da Amazônia, em Marabá, no sudeste do Pará. A ação durou cerca de duas horas e o trio teria usado um maçarico para arrombar dois caixas eletrônicos. Não houve reféns. Um balanço do Sindicato dos Bancários contabilizou 69 ataques a banco no Pará somente em 2018.
Prevenção
Em 2019, oG1 entrevistou o secretário de segurança pública do Pará, Uálame Machado sobre os altos números de assaltos a bancos no estado. Ele apontou, na época quer a área com mais ocorrência de assaltos é o sudeste do estado, próximo à fronteira com o estado do Maranhão. O secretário afirmou também que mesmo se o efetivo da polícia fosse dobrado no interior do Pará, a recomendação nesses casos é que não aja reação para que a população seja preservada.
Fonte G1/PA



