O ex-senador Mário Couto será o candidato do Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) à Prefeitura de Belém. Sua candidatura foi confirmada na convenção do partido realizada na sexta-feira, 4.
Alinhado à direita e com apoio do vice-presidente da República, Hamilton Mourão, Mário Couto vem com a proposta de ser o candidato oficial do Governo Federal em Belém.
Na convenção também foram apresentados os candidatos do PRTB à Câmara Municipal de Belém (CMB).

Otoni de Paula – O evento contou com a participação do deputado federal carioca, vice-líder do governo na Câmara dos Deputados, Otoni de Paula, (PRTB) que veio a Belém especialmente para convenção.
O deputado pastor em seu discurso de apoio a candidatura de Mário Couto, afirmou que não há a possibilidade da base de Jair Bolsonaro apoiar outro candidato. Lembrou que embora Éder Mauro tenha apresentado seu nome à disputa ao seu partido o PSD, segundo ele seu “papel político”, deixou claro em sua fala uma relação muito estreita entre ambos quando disse que “ali será sua casa, ali serás seu abrigo”.
Mário Couto – Em um discurso contundente, o ex-senador partiu para cima dos adversários e criticou particularmente os três grandes grupos que estão na disputa: o grupo apoiado pelo governador Helder Barbalho (MDB); o grupo apoiado pelo prefeito Zenaldo Coutinho (PSDB); e o grupo da esquerda com Edmilson Rodrigues (PSOL).
Couto iniciou dizendo que “não quer ser candidato de gente corrupta” e comentou o quanto deve ser constrangedor ser indagado pelos próprios filhos pequenos sobre a presença da Polícia Federal em sua casa, em uma referência clara aos mandados de busca cumpridos na casa do governador Helder Barbalho na operação Para Bellum, ocorrida o mês de junho deste ano.
Mais à frente fez duras críticas ao atual prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), ao qual chamou de “Zenada” em vários momentos. Mário Couto lembrou que já fez parte do PSDB, com Almir Gabriel, mas que se recusou também a aliar-se a esse grupo.
Em uma clara referência ao deputado Edmilson Rodrigues (PSOL), Couto disse que chegou a conhecer o candidato do PSOL quando ambos eram deputados e que teve até alguma admiração por ele quando o viu, à época, desafiando o então governador Jáder Barbalho e quando trocou o PT pelo PSOL por conta dos escândalos de corrupção.
Segundo o ex-senador, os atuais aliados de Edmilson deixam bem claro que “sua máscara caiu” e que suas escolhas não partiram de conveniências políticas e nada tinham de combate à corrupção.
Sobre Mário Couto – Com 74 anos, Couto tem uma trajetória vasta. Foi deputado estadual quatro vezes, eleito nos anos de 1990, 1994, 1998 e em 2002.
O último cargo político ocupado por Mário Couto foi a de senador, com mandato encerrado em 2015.



