Zequinha Marinho dá “piti” para cima de Paulo Guedes

O senador paraense Zequinha Marinho (PSC) resolveu se rebelar contra a equipe econômica do governo Bolsonaro. Após o Ministro da Economia, Paulo Guedes, fazer duras críticas à decisão do senado em derrubar o veto do presidente Bolsonaro, que impedia reajustes salariais, chamando de “crime contra o país” devido aos gastos que poderiam chegar a R$130 bilhões, os senadores não ficaram nada amistosos.
O senador foi um dos que votaram pela derrubada do veto junto com Paulo Rocha.
Zequinha Marinho, que usou muito a imagem do presidente Bolsonaro nas eleições de 2018, foi um dos mais furiosos. Disse que só apoiaria o veto caso o governo “congelasse” o custo de vida, isto é, fizesse como na época de Sarney, como outrora na Venezuela e agora na Argentina e impedisse qualquer variação de preços. O resultado nós já conhecemos e não é nada legal.
Usando o argumento à lá PT, da esquerda sindicalista revolucionária marxista, Zequinha disse “se o governo mandasse para o Congresso uma Medida Provisória diminuindo o rombo causado pelo custeio da dívida de 360 bilhões/ano que são entregues a banqueiros gananciosos, eu seria o primeiro a concordar com o ministro”.
O senador paraense defendeu o reajuste dos servidores públicos em época de pandemia, colocando-se como defensor da classe, sem, porém, levar em consideração os impactos desses aumentos ou mesmo do sacrifício de trabalhadores e da iniciativa privada no momento. Por que o funcionalismo público não pode dá sua contribuição ao país?
“De repente votaria pela proibição da possibilidade de reajuste desses servidores. Ainda é bom lembrar, que a lei não está mandando reajustar, apenas não está proibindo reajustar, caso o ente público tenha condições para isso,” declarou o senador paraense.
Quem precisa de Maduro, quando se tem um Zequinha Marinho?



