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Delegada Quesia Dorea recebe mais de R$ 57 mil por “plantões remunerados” fraudulentos

A delegada Quesia Pereira Cabral Dorea, atual diretora do Núcleo de Inteligência da Polícia Civil (NIP), que autorizou, em abril passado, os mandados de busca e apreensão por ordem do juiz Heyder Tavarez, da Primeira Vara Penal da Capital, às casas dos blogueiros Eduardo Cunha e Diógenes Brandão, acusando-os de disseminar fake news, é a “quarta colocada” no ranking dos 15 delegados da alta cúpula da Polícia Civil do Pará que recebem, indevidamente, por “plantões remunerados”.

Veja reportagem aqui: https://parawebnews.com/fraudes-de-plantoes-remunerados-na-policia-civil-do-para-lesam-o-estado-em-mais-de-r-670-mil/

NIP – Atualmente, delegada Quesia é responsável por administrar, gerir e coordenar o principal órgão de investigação policial do Pará e encontra-se envolta em um esquema de corrupção e desvio de conduta. Trata-se de um função burocrática que não prevê a participação dela nas linhas de frentes das operações. É a delegada que preside inquéritos de investigação, acusando blogueiros e jornalistas de publicar fake news, é uma das que figuram na lista de corrupção que permeia o alto escalão da Polícia Civil do Pará.

Quesia Dorea substituiu o delegado Samuelson Yoiti Ighaki no NIP, em novembro de 2019, e recebeu, entre os anos de 2019 e 2020, a mais em seu contracheque, o montante de R$ 57.581,06, como pagamento de “plantões remunerados”, conforme demonstrado na tabela abaixo:

Detalhamento dos valores recebidos pela delegada Quesia Dorea por “plantões remunerados”

Os dados do pagamento dos “plantões remunerados” foram retirados do Portal da Transparência da Secretaria de Planejamento e Administração do Estado do Pará (Seplad), como os deste link: http://seplad.pa.gov.br/wp-content/uploads/2019/03/Dem_Remun_Pessoal_Jan_2019_Parte1.pdf

A diretora do NIP, nos meses de janeiro de 2019 e janeiro de 2020, ultrapassou o limite de recebimento mensal de plantões remunerados, matematicamente possíveis, por delegados que trabalham em escala de expediente. O que chama atenção é que Quesia não ocupou nenhuma função de cunho operacional que faça jus à remuneração de gratificação por plantão.

Só relembrando que “plantões remunerados” são pagos a quem está na linha de frente de operações policiais e são uma excepcionalidade no Estatuto da Polícia Civil e não, uma regra.

Chefe de gabinete – Para reafirmar a função burocrática exercida pela delegada Quesia, no ano de 2019, ela assumiu a função de chefe de gabinete do Delegado Geral, conforme portaria abaixo:

Portaria de nomeação de Quesia Dorea como chefe de gabinete da Delegacia Geral da Polícia Civil do Pará

Ocorre que, ocupando tal função, estritamente burocrática, de cunho administrativo, a servidora continuou recebendo de forma fraudulenta a gratificação por plantão.

Quando exercia a função de chefe de gabinete do delegado geral Alberto Teixeira, entre maio de novembro de 2019, a delegada Quesia recebia DAS 4, que é pago por dedicação exclusiva ao cargo.

DAS 4 – Mas além de receber o DAS 4 pela função de dedicação exclusiva, Quesia ainda recebia fraudulentamente “plantões remunerados”, mês após mês. No mês de novembro de 2019, a servidora assumiu a diretoria do NIP, uma das mais importantes no âmbito de todo o Sistema de Segurança Pública do Pará.

As fraudes não pararam, pelo contrário, os valores recebidos por Quesia quase que duplicaram. Os valores são assustadores: a servidora recebeu por todo o ano de 2019, o valor total de R$ 32.034,01 em “plantões remunerados”. Agora, no ano de 2020, somente entre janeiro e junho, Quesia recebeu R$ 25.136,44, quase o montante recebido por todo o ano de 2019.

A diretora do NIP, caso mantenha a média de recebimento de “plantões remunerados” de 2020, em mais dois meses, vai superar todos os valores recebidos por ela própria no ano de 2019. Isso, sem contar com o DAS 4 que ela continua a receber como a chefe do NIP, e vem aumentando, e em muito, o recebimento de “plantões remunerados”.

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